Quatro dos dez clubes mais ricos de todo o mundo disputam a Premier League, primeira divisão do campeonato inglês. A liga que mais arrecada dinheiro e paga os maiores salários para os jogadores – no Brasil o maior salário é o de Ronaldo Fenômeno cerca de R$13,5 milhões por ano enquanto na Inglaterra seu chara Cristiano Ronaldo ganha aproximadamente R$ 24 milhões.
O segredo para a mina de ouro no futebol inglês foi a captação de investimentos dos maiores milionários de todos os cantos do mundo.Nove das vinte equipes da primeira divisão inglesa são controladas por estrangeiros. Muitos nem estão atrás de retorno financeiro e sim de diversão e estatos sociais.
Nos últimos anos, os ingleses aproveitaram-se do crédito fácil para financiar a compra dos melhores jogadores de todos os continentes. A gastança trouxe uma dívida de mais de 5 bilhões, o dobro do que arrecadaram no ano passado deixando doze dois vinte clubes no vermelho.
Boa parte do prejuízo tem sido financiada, sem juros, pelos milionários russos, americanos e franceses que tomam conta das equipes. Mas a crise fez com que os ricaços perdessem boa parte de suas fortunas.
O maior perdedor é o West Ham, seu patrocinador faliu e seu dono, o banqueiro islandês Bjorgolfur Gudmundsson, viu sua fortuna descer por ralo a baixo. A carteira do russo Abramovich, dono do Chelsea, diminuiu em cerca de 20 bilhões de dólares, o Liverpool teve que brecar no sonho de construir seu novo estádio.

Uma das únicas exceções e que pode se considerar salvo é o Manchester City, vendido em setembro para o xeque Mansur bin Zayed, da família real de Abu Dhabi, cujo patrimônio é estimado em 850 milhões de dólares.
A compra do brasileiro Robinho por 52 milhões de dólares, transferência mais cara na história do futebol inglês e considerado pelos comandantes do time o primeiro passo para a formação de um time vencedor.
Ainda é difícil saber o estrago que causara essa crise aos clubes. As probabilidades são várias, mas pelo passado que tem o futebol faz dele uma das economias mais estáveis do mundo, só que veremos por mais tempo os jogadores nos nossos clubes aqui do Brasil, pelo menos até essa crise acabar.


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