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sábado, 13 de dezembro de 2008

Marcos x Ceni - briga de gigantes

Na avenida Marquês de São Vicente, zona oeste de São Paulo, estão os dois maiores goleiros em atividade do Brasil. Um no Centro de Treinamento do Palmeiras e do outro lado do muro, no CT do São Paulo.
Mesmo estando em times rivais, Rogério Ceni e Marcos carregam uma amizade fortalecida na convivencia da Copa de 2002. Caminhos parecidos, ambos com 35 anos, conquistaram títulos, amizades e identidade cada um com a camisa do time que defende.
As semelhanças não param por ai. Antes de conseguir a vaga como titular, Marcos e Ceni tiveram uma tarefa difícil, desbancar Velloso e Zetti, até aquele momento titulares incontestáveis.
Dois homens de grande caráter, possuem números parecidos em suas carreiras, mas Rogério leva vantagem por ter disputado mais que o dobro de partidas pelo time do Morumbi do que Marcos pelo Verdão e o goleiro do São Paulo faz do seu pé direito uma arma ajudando o seu time a vencer partidas. Ceni tem a incrível marca de 82 gols marcados, sendo o goleiro que mais fez gols em toda a história do futebol. Mas a maior conquista ambos conseguiu juntos, o pentacampeonato com a seleção, na Copa de 2002, Marcos leva vantagem por ter sido o titular, desbancando Dida e Rogério.


Veja um trecho da entrevista dada por ambos para a Revista Placar:
Dois homens e um destino

Vocês são um exemplo de identificação com um clube. Por que isso é tão raro? Falta amor dos jogadores à camisa?
Marcos Talvez sejamos de uma época em que o ponto alto era ser titular de um grande clube brasileiro, como Palmeiras e São Paulo. Hoje o atleta quer ser titular do Milan, ser um dos melhores do mundo... Acho que é normal, muita coisa mudou desde que comecei a jogar. Para mim, o fato de ser reconhecido por jogar no Palmeiras já me deixa extremamente satisfeito. Nunca foi meu pensamento jogar fora do país.
Rogério Ceni Adoro jogar futebol, mas adoro muito mais jogar no São Paulo. Para mim, seria menos prazeroso jogar futebol se não fosse pelo São Paulo. Não acho que acabou o amor pelo clube. É que, às vezes, o clube também deixa de amar muito facilmente seus jogadores. Hoje, basta ao atleta fazer um grande jogo para ser negociado no dia seguinte. Se vai mal também, mas para uma equipe menor. Assim fica difícil haver uma relação duradoura.

Vocês têm carreiras parecidas, que se cruzaram na Copa de 2002. Como foi a convivência entre vocês?
M A convivência com o Rogério, assim como com o Dida, foi sempre muito boa. Goleiro sempre tem muita amizade um com o outro, até torcemos para o outro se dar bem. Na carreira, o Rogério foi mais feliz, pois se machucou menos. Mas conseguimos atingir quase os mesmo objetivos e títulos. Ser comparado ao Rogério é uma coisa fantástica, é um dos grandes goleiros que vi jogar e merece ter tudo o que tem.
R Foi muito bacana. Dida, Marcos e eu éramos da mesma idade, nascidos em 1973, e logicamente temos muitas coisas em comum. Só tenho coisas boas para falar do Marcos

MARCOS ROBERTO SILVEIRA REIS

Nascimento: 4/08/1973, em Oriente (SP)
Peso / altura / chuteira: 1,93m / 86kg / n. 42
Jogos pelo clube: 392
Jogo de estréia:Esp. Guaratinguetá-SP 0x4 Palmeiras Amistoso (16/05/1992)
Vitórias / empates / derrotas:196 (50%) / 101 (26%) / 94 (24%)
Gols sofridos: 524 (1,32 / partida)
Gols marcados: zero
Convocações para a seleção: 60
Jogos pela seleção: 29
Gols sofridos pela seleção: 20 (0,69 / partida)
Estréia na seleção:Espanha 0x0 Brasil Amistoso (13/11/1999)
Títulos na carreira:Paulista (1996 e 2008), Copa do Brasil (1998), Copa Mercosul (1998), Libertadores da América (1999), Copa América (1999), Copa dos Campeões (2000), Torneio Rio-São Paulo (2001), Copa do Mundo (2002), Série B do Brasileiro (2003) e Copa das Confederações (2005)


ROGÉRIO CENI

Nascimento: 22/01/1973, em Pato Branco (PR)
Peso / altura / chuteira: 1,88m / 85kg / n. 41
Jogos pelo clube: 821
Jogo de estréia:São Paulo 4x1 Santo André Paulistão (23/01/1994)
Vitórias / empates / derrotas:436 (53%) / 186 (23%) / 197 (24%)
Gols sofridos: 965 (1,17 / partida)
Gols marcados: 80
Convocações para a seleção: 39
Jogos pela seleção: 17
Gols sofridos pela seleção: 20 (1,17 / partida)
Estréia na seleção:Brasil 3x2 México Copa das Confederações (16/12/1997)
Títulos na carreira:Mato-Grossense (1990), Copa Conmebol (1994), Copa das Confederações (1997), Paulista (1998, 2000 e 2005), Torneio Rio-São Paulo (2001), Supercampeonato Paulista (2002), Copa do Mundo (2002), Libertadores da América (2005), Mundial de Clubes (2005) e Brasileiro (2006 e 2007)

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